Trabalhos escolares



Papagaio de Papel - se quiser construir :) consultar aqui


Título
Papagaio de Papel
Técnica
Grafite sobre papel, pastel seco, recorte, costura à máquina.
Materiais
Hastes em Carbono, Tecido em Nylon.
Dimensões
100x60 cm
Escola
Escola Secundária de Odivelas
Projecto
Projecto e Construção de um Papagaio
Ano Escolar
9º ano
Idade
14 anos
Ano Lectivo
1992/1993


O trabalho referido consistia na elaboração de um papagaio em fibra artificial e carbono, para o qual deveriamos desenhar o tecido, que depois de confeccionado deveria ser aplicado a uma estrutura a executar segundo um modelo fornecido.

O professor apresentou-nos diversos modelos de papagaios, tendo referido os materiais e alertando para alguns pormenores respeitantes à sua execução como, sejam:   anão utilização de elementos demasiado pequenos, dos quais não se tem percepção ao visionar o objecto desde o ar, bem como algumas formas cuja confecção poderia ser mais difícil e implicaria uma maior destreza técnica, e poderia mesmo implicar uma maior deterioração do objecto, ao ser sujeito à força do vento.

O trabalho foi bem recebido quer por mim quer pelos colegas, havendo uma grande variedade de soluções, quer no padrão quer na escolha das estruturas, e uma trabalho de sugestão de soluções entre os colegas. Houve no geral maior envolvimento no exercício  ao ter sido objecto de concurso, cujo prémio não recordo - por se tratar de uma turma com bons resultados e com uma forte competição positiva – e por ter sido agendada uma ida ao exterior para lançar os papagaios.

O processo de execução passava por trabalhar em formatos A3, de papel cavalinho, desenvolvendo uma proposta para depois executar. Deveriamos utilizar cores ou padrões disponiveis no mercado – de fácil aquisição pela professora, pelo que esse conhecimento era necessário para o início do trabalho. Não deveriamos também exceder um número de cores ou padrões para não encarecer o trabalho. Além disso durante o estudo previamos a união de todos os elementos de cores ou padrões distintos, formando um tecido composto pelas figuras desejadas (as formas mesmo parecendo mais livres, deveriam ser todas geometrizáveis para se poderem ampliar facilmente, a partir do estudo efectuado numa escala de redução).

A ideia surgiu da construção de figura simples pelos motivos apresentados, foram escolhidas as cores primárias e o branco e preto, evitando a proliferação vários tecidos, como sugerido, pelo que se utilizaram as cores primárias, o branco e o preto.

A forma rectangular escolhida foi também uma forma de facilitar por um lado o trabalho de composição, tornando-o mais livre, e por outro lado facilitando a sua construção menos dispendiosa.
Penso que o trabalho nos permitiu estabelecer critérios e aplicar uma metodologia projectual, tendo-nos sido apresentado um problema, e tendo sido equacionadas variáveis para a boa resolução do exercício, acabando por fim com um protótipo que deveria cumprir a sua função em pleno (voar).

A capacidade de entender contingências do trabalho, que não são dominadas ou do nosso arbítrio, bem como a capacidade projectar uma determinada ideia, e entender a conjugação das várias opções em função de uma boa concretização final.

Penso que a sua avaliação passou por vários parâmetros, como sejam a adequação do desenho à geometria escolhida, a composição dos elementos gráficos, e a boa execução e manejo, havendo critérios como tempos de execução, grau de dificuldade, criatividade associados.

Ao fazer a escolha deste trabalho para análise, vejo agora, que ele tera sido talvez dos primeiros exercícios que envolviam um projecto e a sua concretização, uma vez que podemos observar vários aspectos que mais tarde vim a trabalhar, de forma consciente no ensino superior, como sejam o estudo e a adequação das ideias iniciais ao propósito e contingências apresentadas, ainda que aqui elas fossem muito básicas.

A construção de um objecto final projectado por nós, não era comum, e terá sido aqui uma das primeiras ocasiões para experimentar tal execução de forma mais criativa, ainda que controlada. A relação com os trabalhos anteriores passava pela aplicação de conteúdos de desenho geométrico anteriormente leccionados.

Podemos enquandrar este trabalho na corrente de educação artística - a mimético-behaviorista - uma vez que com este trabalho se pretendia a reprodução de um objecto, cujos modelos eram dados, e cuja variação se restringia à decoração / composição da área da tela, tirando partido da forma do objecto escolhido, aplicando construções geométricas, já trabalhadas na disciplina, nesse ano lectivo. Haveria portanto uma margem que nos permitia personalizar o objecto, mas sempre com códigos pré-estabelecidos a aplicar. O objecto final estava à partida controlado.

Parece-me que a determinação de um objecto, tão específico, por parte do professor, foi sem dúvida uma estratégia que pretendia um maior controlo sobre os resultados, sobre a sua homogeneidade na turma, uma vez que poderia haver muita interajuda. Ao mesmo tempo era também mais fácil para o próprio acompanhar, não precisando realizar mais investigação para acompanhar as questões suscitadas pelos alunos.

Penso que em termos de desenvolvimento de projecto e coordenação de tarefas e etapas o exercício, sendo controlada pelo que se referiu acima, foi bem idealizado e produziu bons resultados e operacionalização de capacidades por parte dos alunos.

Intervenção no Auditório

Título
Novo Cubo
Técnica
Mista
Materiais
Cartão, cola, vidro, plástico, arame, cartolina, guache.
Dimensões
80x80x40 cm /30x30x15 cm / A3
Escola
Faculdade de Arquitectura da UTL.
Projecto
Transformação do espaço do Auditório
Ano Escolar
2º ano
Idade
19 anos
Ano Lectivo
1992/1993


Foi pedido aos alunos que fizessem estudos de cor para a remodelação do interior do auditório principal da faculdade, partindo do espaço existente. Em dois exercícios distintos, dever-se-ia no primeiro manter o programa/uso da sala, e no segundo alterá-lo com total liberdade, também no que respeitante a materiais, entradas de luz, alturas do pavimento.

A execução e apresentação do trabalho era livre mas passaria sempre por um levantamento, desenho do existente, para haver um conhecimento prévio do espaço, identificação das suas potencialidades.

O trabalho passou pela elaboração de duas maquetes, em que se modelou o espaço recorrendo a cores e formas apostas, com maior profusão de elementos no segundo exercício. Após a construção foram tiradas fotografias da segunda maquete, com a intenção de realçar e captar as novas texturas, cores, movmento, intenções. Neste sentido foram também elaboradas ilustrações com aguadas, para a complilação de um caderno em técnica mista (colagem e aguada sobre papel) como documentação do processo de trabalho e das intenções presentes no projecto.

Os objectivos do exercício penso terem sido o de podermos trabalhar a transformação de um espaço simples e familiar, e entender o desenho como uma ferramenta para a compreensão da realidade, bem como para a sua transformação e suporte para o desenvolvimento do projecto de transformação do espaço, e em simultâneo elaborar um portefólio como meio de registo desse mesmo processo.


A principal competência que adquiri, para além do trabalho com alguns materiais diferentes (vidro e silicone), penso ter sido a percepção de que as fotografias eram plásticamente muito diferentes do objecto fotografado, quase com se se tratasse de um objecto distinto. Penso que fomos pela primeira vez confrontados com o “diário gráfico” que registava uma evolução do projecto, e que se contituía a par da maquete como uma auxiliar / ferramenta de projecto. Estes dois objectos constituiam-se ao mesmo tempo como interdependentes mas por si só detinham valor e qualidades plásticas singulares.

A Avaliação não foi explícita, mas penso ter recaído no processo de investigação sobre a cor, a fundamentação do trabalho, e também a boa interpretação das qualidades do espaço, além de uma boa apresentação. A relação com outros trabalhos inseria-se no âmbito de outras matérias leccionadas no curso de arquitectura, que no 2º ano iniciava a sua incidência em trabalhos de reabilitação e intervenção em espaços existentes cada vez mais complexos.

A primeira fase deste exercício pode ser integrada na corrente formalista-cognitiva, uma vez que nos era pedido um trabalho comum – o tratamento de um espaço – mas cujo resultado dependeria de uma pesquisa e aplicação de códigos e conhecimentos, ao nível da cor e luz, ao  nosso projecto um projecto, o qual se propunha, não a resolver um problema mas a explicitar precisamento o domínio e a expressão de uma linguagem. Na segunda fase podemos dizer que foi introduzida uma componente de cariz expressivo-psicoanalítico, mas que tal foi uma opção pessoal, permitida pelo docente. Tal deve-se ao desenvolvimento de um projecto muito mais expressivo, em que as cores e formas utilizadas na composição do espaço se associavam mais directamente a elementos e signos reconhecidos, pretendendo com isso reportarnos a sensações e interpretações elementares, da natureza, na recriação de movimentos dos oceanos (parede de água, espiral, onda, lago). Esta segunda fase do trabalho era livre e pretendia muito mais formalizar intenções, pretendendo priveligiar uma expressão mais individualizada, relegando para segundo plano os estudos para concretização das estruturas propostas



Suporte para velas

Professor:       Ricardo jorge de Brito Ramos.
Escola:            Dom Domingos Jardo.
Disciplina:       Educação Tecnológica.
Ano Escolar:   2010/2011.
Unidade:         Modelação.
Temáticas:      Suporte para velas.
Técnicas:        Sólido, Rolos, Lastra, Modelação Livre.
Materiais:        Argila, vidro em pó, pigmentos vários.
Dimensões:    Livre.


1.Em que consiste: O trabalho, integrado na disciplina de Educação Tecnológica – disciplina semestral - consiste em executar em argila uma peça – suporte para uma ou várias velas redondas (40x40x10 mm). Esta peça devia depois da primeira cozedura (chacota) ser vidrada a pincel ou por imersão e pintada à mão, para depois ser de novo cozida na mufla.

2.De que modo foi sugerido: O trabalho foi sugerido aos alunos abrindo a possibilidade de um objecto final (ou conjunto de objectos) de conformação e decoração livre, tendo em conta os recursos – materiais, espaço, tempo – disponíveis. O objecto foi definido no início do semestre, e houve sempre que fosse possível e benéfico, uma integração dos conteúdos e trabalhos prévios com vista à introdução do trabalho final. Este objecto tinha como requisito obrigatório, além do material e das técnicas a utilizar, a incorporação de vela(s) com dimensões específicas (a que os alunos tinham acesso em qualquer aula, uma vez que o seu manuseamento facilitava a apropriação da escala e definição do objecto). Podia ter a configuração que os alunos desejassem, muito embora fossem aconselhadas dimensões apropriadas quer para a função, manuseamento, e também para se poder finalizar a peça, bem como poder optimizar-se a utilização da mufla, não devendo assim exceder os 30 cm em qualquer das dimensões.

3.O envolvimento dos alunos: Os alunos participaram com mais entusiasmo sobretudo na parte de preparação e modelação. A sua ansiedade por mexerem no barro teve de ser gerida, para que a aprendizagem fosse correcta, tornando-se por vezes difícil o seu entendimento da necessidade do cumprimento das diversas fases da metodologia projectual. Registe-se ainda que a existência de ritmos de trabalho distinto entre os alunos, foi transformado num ponto positivo, funcionando como incentivo, aos mais lentos, os quais beneficiavam por vezes da ajuda dos colegas que estavam mais adiantados – incorporando-se uma nova componente de socialização na turma.

4. O meu envolvimento passou uma preparação prévia de conteúdos relativos à matéria-prima, tendo sido pedido aos alunos exemplos dos objectos a realizar, e sendo dadas explicações em observação das técnicas de modelação, dos utensílios e dos resultados esperados, intercalando as explicações conjuntas com observação particular do trabalho, e fazendo pontes entre as duas situações.

5. O processo de execução passo pela utilização de uma das três técnicas de conformação do barro: rolinho, lastra ou sólido geométrico. Após terem feito um estudo em esboço, e simulado o objecto final em dupla projecção ortogonal, deveriam então os alunos seleccionar a técnica mais apropriada para a solução pretendida. Muito embora fossem os alunos livres de criar um outro objecto ou adaptar o projecto desenvolvido.

As bases facultadas para a elaboração deste trabalho eram numa primeira fase a nível conceptual -  definição de conceitos de evolução tecnológica, design, produção, implicações económicas, ambientais, sociais, desenho inclusivo, ergonomia, que fazem parte do programa da disciplina. Numa segunda fase ao nível da representação foram leccionados conteúdos referentes ao “Método Europeu” e “Dupla Projecção Ortogonal”, a que os alunos recorreram para definirem o seu objecto, e comunicarem com o professor, para a sua correcção. Por fim foram leccionadas as técnicas de preparação e conformação do barro, e de seguida de vidragem e decoração final das peças.
Eram objectivos do trabalho, no âmbito das competências a desenvolver no presente ano lectivo, que os alunos adquirissem conhecimentos e fossem capazes de seleccionar informação que lhe permitisse projectar, ilustrar e concretizar um peça, do modo mais autónomo possível, e cujo objecto final fosse distinto da recolha inicial e da produçao dos demais colegas. Foram seleccionadas para a turma que desenvolveu este trabalho algumas competências gerais que incidiam na: 1) língua portuguesa; 2) estruturação de pensamento próprio; 3) pesquisa, selecção e organização da informação para a sua transformação em conhecimento; 4) Realização de actividades de forma autónoma, responsável e criativa. 
Foram ainda seleccionadas actividades e estratégias para desenvolver as competências específicas da disciplina de Educação Tecnológica, a saber: a) Utilizar vocabulário específico da tecnologia numa perspectiva da construção pessoal do conhecimento; b) Reunir e organizar informação potencialmente útil para abordar problemas simples; c) Utilizar as tecnologias da informação e da comunicação disponíveis; d) Demonstrar criatividade e iniciativa; e) Planificar ideias e/ou desenvolver sequencialmente o trabalho práctico, responsabilizando-se pela realização integral das tarefas.
Vários instrumentos foram utilizados: a recolha de objectos identicos ajudou a uma selecção de formas e tipo de objecto – mais ou menos aberto, sistema de velas, textura – apresentando as hipoteses de trabalho aos alunos.
Com o esboço e a representação em dupla projecção ortogonal rigorosa, pretendeu-se que os alunos através do desenho aferissem das suas intenções, melhorando o objecto, e fossem levados a pensar outras questões ainda não abordadas.
Finalmente a memória descritiva pedida aos alunos ajudava à sistematização de conhecimentos e conteúdos, bem como permitia uma ocasião de reflexão e avaliação durante o do processo de projecto e do produto final.
No que respeita à avaliação da actividade, e conforme tabela abaixo apresentada, o trabalho foi avaliado criterialmente – uma vez  que se considerou fundamental que todos os alunos cumprissem fases obrigatórias do trabalho (preparação do barro) e deveriam cumprir ser capazes de elaborar material de comunicação das ideias, na materialização no esboço (resolvendo questões de projeto como sejam o dimensionamento do objecto para acomodar a vela) e na concretização do objecto, experimentando as três técnicas de modelação do barro – aplicando pelo menos uma delas – e as de vidragem.

Procedeu-se também a uma avaliação formativa, nesta actividade, nomeadamente na realização de memórias, que os alunos elaboravam, isoladamente, depois em grupo, e de seguida oralmente com toda a turma, em que os conteúdos e conceitos referidos primeiramente pelo professor eram de novo desmontados, explicitados, explicados de preferência pelos próprios alunos, recorrendo a uma simplificação e adequação de termos – havendo no entanto um rigor na introdução dos termos técnicos e no bom uso da Língua Portuguesa.

Foi também valorizada a compilaçãode todos os elementos num portefólio, que reflectisse o desenvolvimento coerente do trabalho do aluno, e que serviu para este entender que o mesmo servia sobretudo para o seu trabalho pessoal decorrer de modo mais eficaz e sustentado.

Foram ainda valorizadas as atitudes dos alunos conforme os critérios de avaliação, sobretudo quando se registava uma comprometimento e empenho em conseguir a concretização do projecto, efectuar as suas aprendizagens e contribuir para o sucesso da turma.  Era assim incentivada e reconhecida como positiva pelo professor a partilha de materiais e portefólios, o diálogo construtivo, a interajuda nos trabalhos práticos. 

Esta unidade didáctica relacionava-se com as restantes leccionadas ao longo do ano, e que a precederam, nomeadamente na unidade de representação pelo desenho técnico. No que diz respeito à sua integração com conteúdos de outras àreas disciplinares, não se pode referir uma verdadeira interdisciplinaridade desta actividade, uma vez que não houve um produto final comum, mas  apenas uma abordagem de alguns temas como o do consumo, sustentabilidade e no desenho de figuras simples, que se convocaram competências e conteúdos trabalhados noutras disciplinas como história, ciências naturais, geografia ou educação visual.

Do desenvolvimento desta actividade com os alunos resgistou-se uma boa adesão e facilidade de execução do trabalho aplicando uma avaliação criterial, uma vez havia uma melhor a conciencialização das etapas, e dos requisitos do trabalho pelos alunos. De forma geral, a aplicação de ritmos diferenciados foi benéfica para a inteajuda por parte dos alunos que finalizavam os trabalhos, e previamente por uma aprendizagem dos alunos com mais difculdades. Assim considerou-se benéfica a uniformização parcial do trabalho, com critérios, e premissas universais para as turmas, e que facilitaram também o processo de avaliação quer da prestação dos alunos, quer da própria actividade e das estratégias implementadas.

Avaliação
Criterial
- Limpeza do material e bancada
- Elaboração de portefólio

- Recolha adequada ao objecto a realizar

- Memória descritiva


- Esboço com leitura ou notas
- Desenho de duas vistas
- Cotagem
- Margem
- Legenda
- Preparação do barro
- Utilização adequada dos teques e objectos de modelação
- Dimensionamento adequado:
colocar e incorporar vela
- Utilização das técnicas de modelação
- Aplicação correcta de texturas
- Decoração baixo / alto relevo
- Aplicação da vidragem a pincel
- Aplicação da vidragem por mergulho
- Pintura a pincel
- Tonalidade dos pigmentos
- Peça finalizada
Critérios de avaliação
Atitudes e valores: autonomia, relacionamento interpessoal Responsabilidade
15%
Conhecimento da Língua Portuguesa
5%


Conhecimentos –compreensão, aquisição e aplicação 35%

Capacidades/competências – criatividade, organização e realização 45%

Normativa
- Colocação  dúvidas
- Interajuda
- Partilha do material

- Correcção expressão
-Termos técnicos
- Ordenou sequencialmente

- Evolução dos esboços/desenhos
- Expressão do desenho
- Organização da folha e escala do desenho
- Adequação da peça (transformação e adaptação aos recursos disponíveis)
- Trabalho diferenciado / criativo


No decorrer do trabalho penso ter recorrido à vários tipos de metodologias de ensino, para esta unidade didática. Numa fase prévia de preparação do barro era essencial recorrer a um mimetismo até à aprendizagem dos processos preparatórios. Penso que enquanto professor, nesta unidade didática me situei num modelo de ensino, identificado por Arthur  Efland (SOUSA: 2007, 34) como formalista-cognitivo (SOUSA: 2007, 34), quando procedi à pesquisa e desenvolvimento do objecto, uma vez que lhes fui exigindo um domínio de técnicas e códigos de representação e comunicação específicos. Esta unidade não tinha uma componente que possamos remeter para a corrente pragmática-reconstrucionista,pois não incorporava, para o desenvolvimento do trabalho prático uma interpretação da realidade e uma crítica sobre a sociedade ou mesmo mais anível pessoal, sobre a actuação de cada um dos indivíduos.
 
Essa perspectiva foi sobretudo deixada para as actividades iniciais que abordavam a reciclagem e políticas ambientais bem como para as de final de ano, que passaram pelo visionamento de excertos do filme “”Wasteland”. Este documentário que foi  depois comentado pelos alunos, serviu também para uma reflexão pessoal escrita.  Foi seleccionado por aliar uma consciência ecológica, ao processo artístico, com grande enfoque na dimensão humana, uma vez que muitas das personagens sofre uma evolução pessoal mediante a sua intervenção no processo artístico reflectindo e tornando-se agente activos no seu percurso pessoal. Era o exemplo de um processo de mudança que se operou em cada um dos indivíduos, gerado a partir de um momento de criação artística.Mudança essa que também se deseja seja operada na escola, com os alunos.