http://www.youtube.com/watch?v=TVo69yUncow&feature=related
Quando for grande quero ser….Na verdade houve uma altura em que queria ser muita coisa e depois uma altura em que queria ser coisa nenhuma. Gostava de ser como aquelas pessoas que sabem já desde pequenas o que vão ser e o concretizam com imenso sucesso.
Quando escolhi o agrupamento de artes, para prosseguimento de estudos, foi um pouco por acaso, uma vez que o meu desempenho era bom em todas as áreas, os meus interesses eram variados. Poderá a influência familiar ter pesado para a escolha do curso a seguir, no entanto foi uma continua indecisão, penso, aquilo que me levou a optar pela licenciatura em arquitectura, para a qual eram necessárias médias mais elevadas (que eu garantira).
Poderá ter faltado um pouco de exploração de vocação, quer da minha parte quer da parte da escola. De qualquer modo sempre senti que a minha escolha fora feita fora de tempo, demasiado cedo.
A licenciatura em arquitectura permitiu-me construir uma visão da realidade, que ao mesmo tempo me modelou, e que de mim faz parte, mas por circunstâncias diversas veio a revelar-se que a arquitectura não me realizava. Não me defino como arqutecto e sobretudo não me realizei, por motivos vários, como arquitecto. Há sempre um sentimento dúbio de desistência e fracasso na mudança de profissão (sobretudo quando a primeira é tão conceituada), mas esta com o tempo tem vindo a esbater-se. Na verdade descobri, que todo o meu pensamento, modo de olhar para as coisas faz de mim um arquitecto, …que deciciu ser professor. Assim como um ser híbrido.
Considero que tal percurso me enriqueceu para esta nova profissão, pois consegui aportar uma metodologia, valores, conhecimento científico específicos que agora se operacionalizam e potenciam com conhecimentos pedagógicos.
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