segunda-feira, 11 de julho de 2011

#8 The Smiths - There is a light that never goes out

http://www.youtube.com/watch?v=INgXzChwipY


Desde que iniciei o meu percurso como professor muito evolui, estando hoje mais preparado, organizado, dando mais importância à avaliação, à relação pessoal, e à educação (no sentido de respeito pelo outro, transmissão de valores, e não de escolarização). Seja adulto ou jovem, perante o outro, esforço-me e pratico por ter uma atitude correcta de respeito, em tudo o que isso possa implicar. E não me congratulo por fazer um esforço, tremendo quase impossível. Penso que com o hábito, e com alguma atenção, essa tarefa é cada vez mais fácil, e será a seu tempo inerente à nossa acção. Saber ouvir, não julgar antecipadamente, dar uma oportunidade, reflectir sobre a nosas razão e a dos outros. Essa penso ser a aprendizagem que devo salientar como resumo da minha postura perante o ensino e ou outros, dentro ou fora da escola, em sociedade.


“Enquanto educadores, não nos resta , pobres de nós, outro remédio a não ser o optimismo. Porque o ensino pressupõe o optimismo do mesmo modo que a natação exige um meio líquido para o seu exercício. Quem não queira molhar-se deve abandonar a prática da natação; quem sinta repugnância pelo optimismo, deve deixar o ensino e não pretender pensar em que consiste a educação. Porque educar é crer na perfectibilidade humana, na capacidade inata de aprender e no desejo de saber que a anima, no haver coisas (símbolos, técnicas, valores, memórias, factos…) que podem ser sabidos e que merecem sê.lo, na possibilidade de nos podermos – nós, os homens – melhorar uns aos outros por intermédio do conhecimento.”


In Savater, F. (2006). O valor de educar, p.25. Lisboa: Edições Dom Quixote.

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